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É preciso reinventar a gestão e Daniel Bessa explicou o porquê
2017-04-10 11:09:00 - Ana Sofia Silva
É preciso reinventar a gestão e Daniel Bessa explicou o porquê
“Reinventar a Gestão” foi o tema debatido na conferência do passado dia 30 de março, que contou com a presença do economista Daniel Bessa para apresentar o diagnóstico do tecido empresarial português e explicar que a solução passa por reinventar a g
A iniciativa da Associação Empresarial da Maia em conjunto com a Câmara Municipal da Maia, através do MaiaGo, gabinete de apoio ao investimento e dinamismo económico, contou, para além da participação do professor e antigo ministro da Economia de um governo de Guterres, com os representantes das empresas Mecwide, Frato e Lucios.
Em confronto com o contexto empresarial português, maioritariamente constituído por Pequenas e Médias Empresas (PME’s), a Efconsulting e a Mistura Singular decidiram promover aquela que foi uma tertúlia debruçada sobre a gestão das mesmas e o desempenho da economia portuguesa.
Na sua intervenção, que ditou a abertura do evento, António Silva Tiago, vice-presidente da Câmara da Maia, formulou algumas questões que iniciaram o debate, dizendo que «o controlo, a eficiência e a disciplina, entre outras, são funções essenciais da gestão atual, que diante uma Economia globalizada, embora importantes, revelam-se insuficientes», acrescentando que «as empresas de hoje, precisam de ser adaptáveis, inovadoras, inspiradoras, sustentáveis e socialmente responsáveis». «Estou convicto que a reinvenção da gestão terá de passar, para além de outros fatores, pela gestão inteligente de talentos técnicos e competências múltiplas. Talentos que serão tanto mais úteis e produtivos, quanto mais oportunidades tiverem, no seio das suas empresas, para serem empreendedores, criativos, profissionalmente realizados e pessoalmente felizes», disse.
Para Daniel Bessa, o foco da grande dificuldade que a gestão atualmente atravessa é a mudança que, segundo o professor, levanta hoje complexos problemas, de significativa dimensão pelo grau de incerteza que apresenta, sobretudo pela vertiginosa rapidez com que as dinâmicas económicas, sociais e políticas ocorrem num mundo globalizado. Durante a sua intervenção sobre o tema “A gestão das PME e o desempenho da economia portuguesa”, citou não só vários exemplos concretos de experienciados na sua vida profissional, mas referiu também aspetos da sua curta passagem pelo governo. Na sua aula, o economista foi justificando ponto a ponto a razão pela qual alguns dos constructos teóricos e práticos de uma gestão que se apresenta como «clássica», perderam a sua aplicabilidade e impelem os gestores do presente e do futuro a equacionar a governação das suas empresas e reinventar a gestão, não perdendo o foco, num dos fatores, que continua a ser um dos mais críticos para a gestão - as pessoas.  
Após uma pausa, a mesa redonda abriu a segunda parte com um espaço de debate moderado por Carlos Mendes, presidente da Associação Empresarial da Maia. Nela decorreram as intervenções de Carlos Palhares, Carlos Santos e Filipe Azevedo, administradores da Mecwide, da Frato e da Lucios, respetivamente, e ainda do vereador da Câmara Municipal da Maia, Paulo Ramalho. 
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