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Europeus unidos pela Ciência na ESMaia
2019-10-24 09:42:00 - Ana Sofia Silva
Europeus unidos pela Ciência na ESMaia
ERASMUS+ ISLAB - Integrated Science Labs, além da Ciência, permite experienciar Culturas e Métodos de Ensino

Entre os passados dias 6 e 12 de outubro, no âmbito do Projeto de Erasmus “ISLAB”, cerca de 25 alunos e 13 professores da Itália, país coordenador do projeto, Grécia, França e Espanha, deslocaram-se a Portugal para serem recebidos pelos alunos da Escola Secundária da Maia e acolhidos durante uma semana.

Os alunos estrangeiros foram hospedados nas casas das famílias dos alunos da Escola Secundária da Maia.

Em declarações ao MaiaHoje, Luísa Santos, professora coordenadora do projeto, explicou que «o projeto ISLAB tem a ver com a integração pedagógica de materiais científicos. A ideia é que os alunos criem projetos, estudem um determinado fenómeno científico, utilizando diferentes ciências, ou seja, o mesmo fenómeno pode ser estudado sob o ponto de vista da química, da física, da matemática, da biologia, da geologia».

O ano passado foi o primeiro em que a ES Maia participou no projeto, «nossos alunos e os alunos dos outros países participantes formularam um projeto que apresentaram na segunda mobilidade, na Grécia», disse. A primeira mobilidade decorreu em Itália, no país coordenador do projeto.

Esta é a terceira mobilidade integrada no projeto, mas, refere, «como o ano letivo iniciou há muito pouco tempo, ainda não poderiam ser apresentados trabalhos, por isso, esta mobilidade serviu essencialmente para os inspirar a pensar num projeto que vão apresentar em março do próximo ano, na quarta mobilidade, em Madrid. Tentamos inspirá-los levando-os a várias instituições científicas, nomeadamente ao Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), onde fizeram experiências muito interessantes de microbiologia e outras, e à Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), onde visitaram os diferentes departamentos científicos. Na escola, organizamos diversos “open labs”, em parceria com o Centro de Ciência Viva de Vila do Conde e o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR). O que quisemos dar-lhes foi uma perspetiva alargada de como é a ciência, o que é, e em que é que estes alunos se podem inspirar», explicou.

Alguns pela primeira vez em Portugal, numa cidade tão histórica quanto o Porto, puderam, numa vertente mais lúdica e cultural, visitar alguns pontos da Invicta. Durante a semana visitaram o Sea Life, o Terminal de Leixões, o Palácio da Bolsa, e ainda fizeram o Cruzeiro das Seis Pontes. Num dos dias, foi organizado um “Sunset Party” onde pais, professores e alunos se juntaram para conviver e ouvir músicas originárias dos diferentes países envolvidos.

Para Patrízia Quero, professora do país coordenador do projeto, «esta é uma experiência muito produtiva porque convivemos com outros países e temos a oportunidade de experienciar novas culturas, contactar com diferentes sistemas de educação e isso é muito interessante para nós. Com esta troca de experiências os alunos têm a oportunidade de conviver com realidades diferentes da que conhecem, fazer novos amigos e ganhar uma “família”». Disse ainda acreditar que «projetos como este trazem novas ideias e, neste projeto em concreto, têm a oportunidade de criar novas experiências científicas e de estar em modernos laboratórios. Em Itália não é tão comum», disse ao MaiaHoje.

Além da temática que foi muito do agrado dos alunos dos países participantes, questionados sobre a diferente experiência mostraram-se enriquecidos, ressaltando o convívio entre as diferentes culturas e o agradável confronto com realidades distintas.

Participativa no programa Erasmus+, a Escola Secundária da Maia concorreu, no ano passado, a cinco projetos, com duração de dois anos, tendo candidatura aceite em quatro deles. Este ano, a escola vai mais longe ao acolher mais cinco projetos. Neste momento, a Escola Secundária da Maia abraça ativamente nove projetos, dos quais quatro deles acabam no final deste ano letivo.

Quanto à participação no projeto ISLAB, Luísa Santos avança que «não iremos continuar neste projeto. O coordenador italiano quer que este projeto continue, mas como estamos já envolvidos em muitos projetos, não iremos continuar para que possamos manter uma qualidade de participação. Para nós seria muito interessante, mas naturalmente acarreta um esforço enorme».

Recorde-se que em maio deste ano, no âmbito de outro projeto Erasmus, Rui Duarte, diretor do Agrupamento de Escolas da Maia, adiantou ao MaiaHoje que estes são «projetos fantásticos que tornam a Europa mais unida».

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